Tamanduá, formiga e o buraco

Vão Espaço Independente de Arte, São Paulo - SP, 2018

Silvia Jábali, é formada em arquitetura e sempre se interessou pela pintura. As figuras que estão hoje em seu trabalho se apossam do território pictórico como sombras enigmáticas, silhuetas negras, em esboços de uma individualidade que pretendem se presentificar, impondo-se, ora lúdicas, ora soturnas e sensuais. Todas de um negrume absoluto, reclamando o seu lugar junto ao universo lumio, na procura de um vir a existir.

Thais Stoklos sempre transitou no universos das artes. Olha para tudo aquilo que é descartado. Linhas, papéis, galhos, tecidos e pedras são reunidas, propondo novas formas, agrupando elementos em uma linguagem urbana, industrial ou natural. Como que se traçando caminhos ou construindo monumentos efêmeros, pereniza a importância do sutil, na fugacidade do contemporâneo.

A instalação Tamanduá, a formiga e o buraco, fala de um diálogo entre as forças de dois grupos. Cada grupo é composto por aproximadamente 50 elementos constituídos de matéria orgânica. Os grupo se contrapõe um ao outro, criando uma tensão que ora se percebe como um encontro integrativo, ora a uma energia oposta de exclusão. Não se sabe seu ritmo, que se altera por si só, nem sua movimentação, que somente se sugere. Se configura assim num campo minado, driblando dúvidas, armadilhas e intempéries que, analogicamente, encontramos em nossos percursos.

A instalação é composta de pedras de seixo pintadas com tinta acrílica, e de argila.
Todos os elementos variam de tamanho, de aprox. 2 cm até 25 cm de altura.
Estão todas apoiadas no piso, de um lado o grupo das pedras e de lado oposto as argilas.
Pode ter dimensões variadas de acordo com o espaço disponível.
A instalação pode ser montada em 2 horas de trabalho pelas próprias artistas.